O prazo dado agora pela Secretaria de Estado da Cultura é março/2012.
Os meses se passaram e onde antes era um parque infantil virou um canteiro de obras, detalhe que durante este período não havia operários no local.
Crianças na rua sem um lugar adequado para o lazer e a turma que antes jogava bocha, acabaram ficando sem opção para os jogos, situação pior após o fechamento de outros campos na região, localizados no Jardim Peri e no Parque Estadual Alberto Löfgren, o Horto Florestal.
Em contato com a Secretaria Estadual da Cultura em março/2009, fomos informados que as obras estavam paradas devido à reformulação do projeto arquitetônico e seria entregue em janeiro de 2010. O prazo não foi cumprido deixando a população local mais indignada, não apenas pela obra parada, mas sim com o dinheiro gasto para a realização, o valor divulgado de R$8 milhões e 199 mil. Novos contato e prazo foram realizados e estipulados, passando para o primeiro semestre de 2010.
No mês de maio/2010 a obra ficou pronta, mas continuou fechada para a população. Muitos moradores criticaram a obra alegando que o melhor a ser feito seria uma escola técnica, que não há no bairro.
Entrevistamos alguns moradores do entorno da Fábrica e a indignação é total, Joakim Antonio, disse que tudo que seja ligado à cultura é bem-vindo.
“Moro no Lauzane, próximo ao Andorinha, e sempre senti falta de algo mais perto de casa, mas fico triste com o descaso, ou falta de organização do governo para a entrega desta Fábrica de Cultura. Estou aguardando ansiosamente pela inauguração, sou escritor e tenho alguns projetos”.
(Texto e foto: Alfredo Bazzolli)
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